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Pequenas (e extintas) Empresas Aéreas Regionais do Nordeste

Neste artigo falarei sobre 3 regionais extintas da região Nordeste: ABAETÉ, NOAR e TAF.

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A Abaeté surgiu em 1995 como subsidiária da AEROTAXI ABAETÉ nascida em 1979 e com frota, operações e manutenção de alto respeito na região. As operações regulares como linha aérea surgiram da oportunidade de cobrir vazios deixados pela Nordeste que até então havia focado em voos para destinos viáveis com o EMB120. A Abaeté empregou 4 Embraer EMB110C para 14 passageiros em linhas que surgiam em Salvador para Jequié, Caravelas, Teixeira de Freitas, Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Barreiras, Vitória da Conquista e Petrolina em épocas distintas.

A companhia prospectou por diversas vezes atuar com EMB120 ou ATR42-300, o que nunca se concretizou. A empresa possuía uma estrutura incrível no Aeroporto de Salvador com oficinas de qualidade e espaço para hangaragem. Em 2002 a regional operava apenas o trecho Salvador – Bom Jesus da Lapa – Guanambi – Salvador e Salvador – Teixeira de Freitas – Salvador. Durante o curto espaço entre a saída da Nordeste e a entrada da OceanAir operou o trecho Salvador – Petrolina – Salvador e depois com a saída da OceanAir do mercado regional operou Salvador – Barreiras – Salvador. Com a chegada da Passaredo no trecho para Barreiras resumiu sua operação para o “troncal” SSA-LAZ-GNM-SSA, até que a ANAC interditou os destinos LAZ/GNM, levando o Comandante Jorge Mello a encerrar as operações da ABAETÉ LINHAS AÉREAS, sendo que os últimos aviões PT-MFO e PT-MFQ retornaram para a taxi aéreo.

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Já a NOAR – Nordeste Aviação Regional, surgiu de um grupo Pernambucano que apostou no equipamento LET 410 para atuar de Recife para capitais vizinhas e cidades do interior. A companhia ia bem com o par de aviões tchecos, equipados já com EFIS/EICAS e não analógicos como os demais operados no Brasil. A empresa tinha intenções de expandir sua malha quando em uma manhã, ao decolar de Recife o PR-NOB caiu na praia de Boa Viagem matando todos ocupantes. Com as investigações, a ANAC descobriu irregularidades de manutenção e a empresa suspendeu suas operações e prometeu retornar um dia com ATR, o que obviamente não aconteceu, estando o PR-NOA abandonado em Recife, em mais um triste capítulo da aviação regional Brasileira.

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Fortaleza, bela cidade, capital do Ceará, assistiu a criação do TÁXI AÉREO FORTALEZA nos anos 70, que cresceu e nos anos 90 com o boom de empresas regionais tornou-se TRANSPORTES AÉREOS FORTALEZA ou simplesmente TAF. Operou aviões Cessna 208 em rotas no interior do Ceará e Piauí, EMB110 Bandeirante e até arrendou um EMB120 por um curto período. Viu na RPN – Rede Postal Noturna um grande filão e trouxe 737-200C em 2000, seguido de 727-200. Abandonou as rotas regionais até que em 2003 adquiriu Boeing 737-200 para fretamentos, no entanto em 2005/2006 com o fim da VASP, se aventurou na operação regular de passageiros em linhas como Salvador – Recife – Fortaleza – Belém / Fortaleza – Teresina – São Luís – Belém – Manaus / Belém – Macapá – Cayena, utilizando para tal 3 Boeings 737-200, mas a operação não foi adiante. A empresa chegou a anunciar aquisição de uma frota de 737-700, o que não aconteceu, e sem condições de voar, ficou só no RPN até ter incidentes e acidentes culminando no fechamento da empresa em data desconhecida, tamanho tempo levou definhando. O Lito postou fotos de um dos acidentes em Guarulhos.

Esses 3 nomes da aviação regional nordestina compõe a historia de empresas locais, que tiveram como sua maior estrela a NORDESTE e outras menores como a Litorânea, de São Luís-MA que operou com um único LET410 na rota São Luís – Parnaíba – Teresina por poucos meses ou tradicionalíssimas como a VIAÇÃO AÉREA BAHIANA que operou nos anos 40 com DC3 e Boeing 247 e por fim a T.A.S – TRANSPORTES AÉREOS SALVADOR que teve uma bela história que merecerá um artigo a parte pelos tipos operados. A T.A.S. foi vendida para a SADIA nos anos 60, sendo então parte da história da TRANSBRASIL.

 
 

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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