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Por onde andariam os McDonnell Douglas MD11 da TAM?

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Tem coisas que só a Boeing faz por você, imagine aí: Você compra 4 Boeing 777-300 e enquanto eles não ficam prontos, você ganha de “brinde” para usar até a chegada do seu avião “0 km” um trio de MD11. Pois bem, foi exatamente isso que aconteceu com a TAM durante o período pré-777. Três aeronaves foram cedidas pela fabricante de Seattle para que a empresa paulista cumprisse seu plano de expansão e a Boeing por sua vez garantisse a entrada em uma frota puramente Airbus até então, além do que foi vantagem para o fabricante americano, pois esses mesmos MD11 estavam com problemas de pagamento de leasing na VARIG.

PT-MSH (SN 48755) – Foi entregue em 24 de Maio de 1997 para a Garuda Indonesia como PK-GIL, em 1998 quase veio para a VASP como PP-SFO, mas os problemas financeiros da empresa paulista impediram a concretização do negócio, no entanto em 29 de Outubro de 1999 recebeu a matricula PP-VQJ pela VARIG e nesta operou até 2006. Neste turbulento ano foi estacionado no Galeão, na área industrial da outrora maior empresa do Brasil e preparado para a TAM que o recebeu oficialmente em 03 de Fevereiro de 2007 como PT-MSH, voando até 17 de Novembro de 2008 quando rematriculado N730BC foi para a Boeing, convertido para Cargueiro e em 20 de Julho de 2009 passou a integrar a frota da FEDEX com nome de Masaki e matricula N572FE, estando na ativa até o momento.

PT-MSI (SN 48758) – Originalmente encomendado pela Saudia Airlines, não foi recebido e assumiu em 1997 a missão de voar na Indonésia como PK-GIM pela Garuda. Em 1998 esteve perto de vir ao Brasil como PP-SFP pela VASP, mas assim como a aeronave SN48755 também não veio. Em 14 de Novembro de 1999 chegou à VARIG como PP-VQK e ficou na frota até a paralisação de 2006. Foi então preparado e entregue à TAM como PT-MSI em 16 de Fevereiro de 2007 e entregue em 29 de Janeiro de 2009 para a Ethiopian Airlines como ET-AML operando na divisão cargueira até o momento.

PT-MSJ (SN 48769)
– Entregue novo em 27 de Novembro de 1996 para a VASP como PP-SFD, assumindo o nome de batismo “Nossa Senhora de Aparecida” em Dezembro daquele ano, foi retomado pela Boeing em 29 de Setembro de 2000 e matriculado como N799BA e repassado em 2001 para a VARIG como PP-VQX. Seguiu o mesmo roteiro dos outros 2 aviões operados pela TAM, se envolveu na turbulência variguiana de 2006 e em 29 de Março de 2007 foi entregue à TAM como PT-MSJ ficando na frota até 08 de Julho de 2009 quando se tornou N746BC e direcionado à Boeing que o repassou com o nome de batismo “Tom” para a FEDEX em 03 de Setembro de 2009 como N573FE, e assim está até o momento. Enquanto avião de passageiros, dedicou sua vida operacional integralmente a empresas nacionais, curiosamente a TAM surgiu da VASP que foi a compradora original deste MD11.

Os MD11 na TAM operaram principalmente para Paris, e foram a concretização de um fato impensavel nos anos 90: a TAM operar MD11 depois de ter trazido os novíssimos A330-200 a partir de 1998. Não que o MD11 fosse um avião velho para a companhia nascida em Marília, mas era um avião completamente distinto do seu perfil operacional, assim como imaginar Boeing na TAM igualmente era algo “very far away” nas possibilidades aeronáuticas. Isso demonstra como a aviação comercial é extremamente dinâmica.

Atenção: dados coletados em 25 de Janeiro de 2016, em consultas futuras, aeronaves ainda ativas poderão ter novo operadores ou terem sido retiradas de serviço e aposentadas.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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