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Primeiro acidente com um Embraer 190, durante o pouso, na China

Hoje infelizmente ocorreu o primeiro acidente com um dos aviões mais modernos e seguros do mundo, O Embraer E-190.

Aliás, os aviões da Embraer possuem um ótimo recorde de segurança. O ERJ-145 por exemplo, tem mais de 1000 fabricados voando pelo mundo (os Estados Unidos são infestados deles) e voa a mais de 15 anos e nunca aconteceu um acidente fatal (quase 20 milhões de horas de voo).

O acidente de hoje foi com um modelo novo da registro B-3130 (foto baixo), que realizava voo VD-8387 de Harbin para Yinchuan (China) com 91 passageiros e 5 tripulantes.

Segundo informações ainda não oficiais, a aeronave pousou a 1 km de distância da pista (ou ultrapassou o ponto de pouso em 1 km, há informação é conflitante), e havia neblina no momento (ver METAR abaixo)

Metars do aeroporto Yichun’s Lindu na hora do acidente:

METAR ZYLD 241600Z 00000MPS 0600 FG NSC 13/13 Q1015 =
METAR ZYLD 241500Z 00000MPS 0600 FG NSC 13/13 Q1015 =
METAR ZYLD 241400Z 15001MPS 1000 BR NSC 12/12 Q1014 =
METAR ZYLD 241300Z 15001MPS 8000 NSC 13/13 Q1014 =

O aeroporto de Yinchuan (ZYYC) está localizado na província de Heilongjiang e as aproximações são feitas por VOR/DME, sem auxilio de ILS (o que complica muito um pouso com névoa). As aproximações por VOR/DME são chamadas de “não precisão”, no entanto, uma aeronave moderna como o E-190 poderia fazer uma aprox. RNAV em que seria possível criar waypoints e uma rampa de descida (estou especulando, pois não encontrei cartas do aeroporto).

Ainda é cedo para saber o que aconteceu e as investigações ainda vão começar. Pela foto do cockpit os pilotos não devem ter sobrevivido.

É uma tristeza… vamos ver o que vai ser aprendido com este acidente para melhorar ainda mais a segurança do voo.

Em tempo: a imprensa costuma escrever que o avião “explodiu” no pouso. Avião não explode, a menos que coloquem bomba dentro dele. Avião pega fogo se o combustível das asas entrar em contato com uma fonte de calor muito alta.

Uma constatação: os últimos acidentes ocorreram todos na fase do pouso, já bem próximo à pista. Há fatores humanos relacionados que precisam ser resolvidos com urgência. Go-around sempre é uma opção.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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