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Que tipo de carga eu tinha que levar para ficar com essa forma? #QUIZ

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Mais um Quiz do Rids.

Você acredita em vida após a morte? Pois eu sim.

Fui construído para suceder um dos aviões mais difundidos durante o século XX, na guerra e na paz.
Mas não tive uma vida longa e próspera, pois nasci com um defeito: não ser pressurizado.

Da mesma forma que me fizeram, logo fizeram meu sucessor. Este sim, pressurizado e maior; mais eficiente e, claro, com maior alcance.
Para piorar, centenas de mim foram convertidos para uso civil após a II Guerra Mundial, criando uma oferta gigantesca.
Logo muitos ficaram pra história, parado em pátios, ao relento.

Seria este o fim da minha vida se não fosse o acaso.

Meu preço já havia caído para apenas £50 mil e eu continuava sem voar. Logo meu valor seria maior em peso e… vocês sabem, o que acontece quando o alumínio sobe de preço…

Mas um jovem visionário de um país diferente de onde fui fabricado percebeu que para carregar determinada carga por determinada distância minhas características seriam quase perfeitas, bastando apenas uma pequena “transformaçãozinha”, para que a carlinga desobstruísse a entrada da carga.
Ocorreu que na década de 1950 esses tipos de carga cresceram de tamanho. Em média 10 polegadas. Isso fez com que os cargueiros projetados para levarem 3 ou 4 volumes passassem a levar 2 ou 3, inviabilizando esse serviço específico, muito utilizado em alguns países. Vejam bem, não estamos falando de uma carga tão comum em todo o mundo naquela época. Além disso, algumas eram especialmente adaptadas e precisavam ser deslocadas, muitas vezes, com rapidez.

Me tornei essencial por conseguir levar até 5 delas, mais 25 passageiros e mais carga geral. Tudo isso por cerca de £130 mil, já com a “transformaçãozinha”. Era uma pechincha voadora, rentável e imprescindível.

Renasci das cinzas! Mas, não era exatamente uma fênix. Estava mais para um grande ganso corcunda, pra falar a verdade.
Fomos cerca de 20, mas logo nos espalhamos em 4 dos continentes, do Camboja aos Estados Unidos. Voei por mais de 50 anos e em 2007 ainda havia um único “belo” exemplar em pleno serviço.

Por fim, o que me tornou realmente notável foi minha silhueta. Não por ser esguio ou aquelíneo, mas por antecipar as formas de um outro avião, também quadrimotor, que se notabilizou entre os maiores e mais perenes. Portanto, apesar de tudo, meu idealizador não estava errado, “of course”.

Talvez tenha sido um raro caso em que o nome da carga deu nome ao avião. Fica a dica!

Acho que, com essas dicas todas, fica fácil saber pra qual carga específica fui convertido, não?

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Sobre o Autor

Espaço dedicado aos textos dos leitores do AeM que colaboram com artigos de aviação.
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