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Rio Sul, a mini-Varig – Uma breve história

737-500 Rio Sul

737-500 Rio Sul

 

Em continuidade a série do SITAR, vamos falar hoje da RIO-SUL, a quem coube a faixa da região Sul e Rio de Janeiro/Espírito Santo. Essa empresa foi criada pela TOP TÁXI AÉREO, SUL AMERICA SEGUROS e VARIG. A empresa começou com uma frota de 2 EMB110 Bandeirante, 4 Piper NAVAJO e 2 Sabriliner (jatos executivos). A primeira linha foi Porto Alegre / Pelotas / Rio Grande operada em 9 de Setembro de 1976.

Fokker 50

Fokker 50

 

A Rio-Sul adentrou os anos 80 com fatos relevantes, a sua frota de EMB110 crescia ao tempo que a SUL AMERICA SEGUROS vendia sua parte para a FUNDAÇÃO RUBEM BERTA. Em 1982 a frota recebeu o Fokker 27, duas aeronaves que deram capilaridade a companhia. Com a debandada dos vôos domésticos de Congonhas para Guarulhos em 1985, restou a Congonhas operar ponte aérea e vôos regionais, a Rio-Sul então começou uma batalha que duraria a “vida toda” com a TAM a partir daquele aeroporto. A companhia em 1986 operava 8 Fokker 27 e 7 EMB110, suas linhas VDC – Vôo Direto ao Centro eram Rio – Belo Horizonte e São Paulo – Curitiba. Em 1989 a companhia receberia seu primeiro EMB120 Brasília, sendo a lançadora do tipo no Brasil, operava com ele a rota Caxias do Sul – Congonhas, Londrina – Maringá – Congonhas entre outras. Além do TOP, que era como chamou a Ponte Aérea CGH-SDU operada pelos EMB120 em concorrência com a TAM.

EMB-120 Brasília

EMB-120 Brasília

 

Os anos 90 trouxeram novidades relevantes, como nova pintura e não menos importante, o crescimento pautado na renovação de frota com os FOKKER 50 entrando em 1992 e ainda naquele ano a chegada do BOEING 737-500 “REGIONAL”. Na verdade a RIO-SUL iria operar com Fokker 100, batendo de frente com a TAM utilizando o mesmo equipamento, mas pesou na decisão pelo 737-500 a compatibilidade operacional com a VARIG que já tinha uma larga frota de 737-300.

737-500 Rio Sul

737-500 Rio Sul

Os 737-500 batizados de regionais chegaram em peso na companhia, sendo o primeiro o PT-SLN, seguido do PT-SLM. Neste cenário, a RIO-SUL se tornou a galinha dos ovos de ouro da VARIG, pois operava nos aeroportos centrais, com tarifas cheias e um quadro de salários bem diferente da VARIG, com o crescimento vertical da TAM, a RIO-SUL fez papel de “volante” no meio de campo da VARIG protegendo a entrada da TAM na área gaúcha. Em 1997 coube a RIO-SUL estrear no país o ERJ145, batizando o mesmo de JET CLASS. A essa altura a frota era baseada em FOKKER 50, EMB120, ERJ145 e BOEING 737-500. O serviço de bordo era de excelência e sua estrutura também. Em 1995, a RIO-SUL deu uma grande cartada ao adquirir a NORDESTE e recuperar aquela companhia, fechando assim do Norte ao Sul em duas empresas parceiras afim de evitar o crescimento da temida TAM.

 

ERJ-145 Rio Sul

ERJ-145 Rio Sul

Em 2000 a companhia retirou os FOKKER 50, transferindo-os para a Nordeste, acelerou a retirada dos EMB120 e se padronizou com os ERJ145, BOEING 737-500 e também já tinha adotado os 737-300 na frota. Usou e abusou do branco predominante em sua fuselagem para transformar os aviões em outdoor com propagandas da TELESP, RENAULT, entre outros. Quando iniciava a transição de 737-300 para 737-700 veio a crise da VARIG que pegou a RIO-SUL em cheio, obrigando-a a se fundir com a VARIG e NORDESTE, encerrando assim a carreira desta companhia brilhante e inesquecível na aviação comercial Brasileira em Setembro de 2002. A companhia ainda voou com códigos próprios pelo Sul com 737-500 e ERJ145 até o final, ao desativar os EMB120 transferiu os aviões SLC, SLD, SLE para uma novata que assumia suas rotas na Bacia de Campos, essa novata era a OceanAir que cresceu verticalmente até se tornar Avianca Brasil.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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