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Se o Transponder é tão importante, por que o piloto pode desligá-lo?

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Resposta rápida: Por segurança!

Resposta longa: O Transponder fornece sinais de identificação da aeronave para o radar de controle de tráfego aéreo (ATC). Estas informações incluem o código digitado no painel do transponder, prefixo do avião, velocidade, altitude, etc (mais ou menos como na imagem acima). Acontece que toda esta informação só é útil quando o avião está voando, por este motivo logo após o pouso os pilotos passam o Transponder para a função “Stand by”, que em essência corta as transmissões de informação para o ATC.

Se o transponder permanecesse transmitindo, a tela do radar do aeroporto ficaria totalmente congestionada com os dados de todos os aviões no solo e perderia a função de vigilância com os que estão voando. Para terem uma idéia de como o desligamento é importante, o Aeroporto de Guarulhos, que possui radar de solo, tem sua operação atrapalhada se apenas 1 avião pousado não desligar seu transponder. É comum os fiscais de pátio saírem em busca de qual avião está transmitindo a informação para que seja desligado. Se alguém que trabalha em vigilância radar quiser acrescentar algo, fique a vontade.

Além desta chave no painel de controle do Transponder que o coloca em STDBY, há também um “Circuit Breaker” em algum lugar, que nada mais é do que um disjuntor elétrico avançado. Esta outra forma de desligar o transponder está lá para o caso de falha elétrica ou um curto circuito, ou seja, para proteger a aeronave.

Mas este sistema não poderia ser automatizado e só ligar durante o voo e desligar após o pouso? Sim, poderia – Mas considerações de projeto fazem análises profundas de risco e confiança (reliability), e a melhor solução ainda é ter o controle manual do piloto.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
  • Eduardo

    E por quê não um dispositivo que permita o desligamento do xponder apenas com o avião no solo?

    • Você leu o último parágrafo do post?

      • Fábio

        Hadouken!!!… Me desculpem!

  • Juan Lourenço

    Olhando de fora realmente é difícil de aceitar que algo tão importante fique na mão dos pilotos como se eles fossem incorruptíveis e a prova de falhas, e, sabendo que não são, alguém bem que podia tentar explicar por que não automatizar o desligamento quando a nave pousa e ativação quando entra em decolagem.

    • Athos

      O tubo de metal que transporta centenas de vidas, pesando centenas de toneladas, voando a milhares de metros e em velocidades altíssimas está nas mãos desses mesmos pilotos. Pilotos esses que são perfeitamente capazes de executar um procedimento simples de acionamento e desacionamento do Transponder.
      Suscetíveis a erros? Óbvio.
      Profissionais altamente capazes, estudados e cientes do que estão fazendo? Sempre!

      • Juan Lourenço

        Corruptiveis por uma boa grana ou ideologia? Também.

        • Não acho. Se assim fosse teríamos um caso todo dia. Além do mais, não se sabe ainda o que ocorreu no Malaysia.

    • Rids

      Juan, informações do ADS-B não são as únicas formas de monitorar voos. Há de se lembrar que há uma década não existia esse expediente tecnológico de vigilância e que a rede de Cindactas, mais o SIVAM, mais os radares de aproximação em aeroportos e bases aéreas, aqui no Brasil, conseguem cobrir hoje quase todo o território nacional, de maneira muito precisa (da época do voo G1907 para hoje muita coisa mudou).

      Além de tudo, parte da frota nacional não tem ADS-B e portanto não se pode depender dessa rede para se monitorar os céus.

      De qualquer forma, há duzentas maneiras diferentes de derrubar deliberadamente aviões, de mísseis terra-ar a softwares a lasers. O desligamento do transponder não é uma forma direta disso.

      • Antonio Martins

        Uma dúvida de leigo, se o transponder do legacy estivesse ligado o avião da Gol o teria localizado ou teria que ser informado por algum centro de controle?

  • Tony Coelho

    Bom dia Lito, eu já reparei que Schiphol (AMS) não desligam os transponders após o pouso. Inclusive os caminhões de abastecimento (código FUEL), ambulância (código MEDIC), GBB (fire engine), TD (technical dept.), OH (Maintainance Equipment) e até trator (KLM Tug) usam transponder.

    Cabe a cada aeroporto definir se o transponder deve permanecer ligado? Seria esse um dos motivos para o desligamento manual?

    http://prntscr.com/31vjnj

    • Fernando

      Pelo o que eu sei, o FlightRadar24 usa dados do ADS-B que é um sistema diferente do transponder…Nesse caso, os veículos de solo em AMS (e assim como em muitos outros aeroportos) são equipados com transmissores ADS-B.

    • Gustavo Pilati

      Alguns aeroportos possuem o ASDE-X, que nada mais é do que um radar de solo. Neste caso, é obrigatório que o transponder fique ligado enquanto em solo!

  • Mauricio Ribeiro

    Bom tópico Lito, valeu!

  • Rodrigo Vieira

    Não vejo problemas no comandante ter o controle de ligar/desligar o transponder… Quando o piloto está com sua cabeça em modo “normal” não voa com um equipamento de tal importância desligado intencionalmente. Se desligou deliberadamente é porque já está com vontade de fazer porcaria, e ai não é um transponder ligado/desligado que vai segurar o avião no ar… Só vai ajudar a localizar mais rápido…

    • Paulo Sérgio

      Localizar mais rápido e ter a posição da aeronave é muito importante, no caso do 777 desaparecido esqueceu?

      • Rodrigo Vieira

        E o que foi que eu falei?! #favorler

        • Paulo Sérgio

          O que você falou foi “não vejo problemas no comandante ter o controle de ligar/desligar o transponder” assim como ele qualquer outra pessoa pode ligar/desliar, no caso do 777 que desapareceu. Eu quis dizer que é um problema desligar o transponder manualmente, o certo seria ficar ligado o todo tempo durante o voo, sem que o comandante possa desliga-lo, assim não teríamos problemas com pilotos com a “cabeça fora do normal” mas como o Lito já mencionou bastante, ele tem de ficar em modo stdby quando em solo na maioria dos aeroportos por conta do congestionamento de transponders nas telas dos controladores. Fabricantes não usam esse sistema totalmente isolado sem circuit breaker, e função stdby por conta de vários riscos envolvendo a segurança da aeronave. Portanto cada um tem seu ponto de vista, este é o meu, não estou dizendo que você está errado, é seu ponto de vista.

          • Rodrigo Vieira

            Caro Paulo,

            Você está correto nas suas colocações mas minha intenção foi deixar claro meu ponto de vista de que não é relevante o que o piloto liga ou desliga, o relevante é manter a segurança e que todos cheguem inteiros aos seus destinos… Por isso eu acho que o comandante deve ter o poder de ligar ou desligar qualquer coisa na aeronave. Desde o filme que a gente assiste até o motor. Só ele sabe (espera-se!) o que é o mais indicado para cada momento do vôo. O avião é uma das máquinas mais fantásticas e fascinantes que conheço e por isso gosto tanto de estudar o assunto, mas o mais confortante é saber que na cabine tem alguém que sabe (espera-se de novo!) o que está fazendo. Em vôo colocamos nossas vidas – literalmente – nas mãos do profissional. Por isso não concordo com sua afirmação: “assim não teríamos problemas com pilotos com a ‘cabeça fora do normal'”. Doido é doido e se o doido é o piloto, Deus tenha piedade de todos a bordo! Repito o que disse: “Se desligou *deliberadamente* é porque já está com vontade de fazer
            porcaria, e ai não é um transponder ligado/desligado que vai segurar o
            avião no ar…”

            Abraços e obrigado por responder! É bom trocar impressões com pessoas que possuem conhecimento no assunto!

  • Eduardo Motoki
    • Fabio Maciel

      Acho que mesmo que houvesse um fogo, ele poderia tentar novo contato por rádio para informar… mesmo porque, ele iria precisar de uma equipe em terra para um pouso de emergência… sei não…

  • Cesar Lemos

    Dúvida! (Sim, eu li o último parágrafo :-)

    Pelo menos no Embraer Legacy, o sinal visual que informa o “status” do TCAS é bastante discreto. Fazendo uma pesquisa rápida, parece que outros modelos de aviões seguem o mesmo padrão.
    Se é um ítem se segurança tão importante, esse sinal não mereceria um maior destaque? Um sinal sonoro também não seria bem-vindo?

  • Fabio Maciel

    Acho que mais do que desativar quando em solo, não sei já existe isso, mas seria mais interessante um alarme de transponder desativado enquanto em Voo. de fato, desligar o transponder em solo de forma manual pode variar de aeroporto pra aeroporto… Aeroportos mais modernos, pode ser que tenham como monitorar o avião em solo (estou somente palpitando rs)…

    • Gustavo Pilati

      Existe um aviso visual avisando que o transponder está desligado. Implementar um aviso sonoro iria atrapalhar a operação normal da tripulação e não iria impedir que alguém desligasse o equipamento intencionalmente

  • Marcelo Cardoso

    Uma importante reflexão foi feita sobre esse assunto em artigo no NY Times:
    http://www.nytimes.com/2014/03/18/opinion/out-of-control.html?action=click&contentCollection=Asia%20Pacific&module=RelatedCoverage&region=Marginalia&pgtype=article

    Respeito a opinião dos amigos, inclusive do Lito, mas concordo inteiramente com a opinião do artigo.

    • Dario Lemos

      Estou de acordo com você, acho que todos os aviões devem ter sistemas que impossibilitem um desligamento intencional dos transponders. Pior é saber que, não apenas no caso dos vôos em NY mas também sobre o acidente do 737/Legacy. Pena que os órgãos reguladores não deram a devida importância sobre o desligamentos dos transponders.

  • Zeinho

    Penso que os tempos mudaram…
    “Desligar o transponder é um vestígio do passado e de uma prática antiga,
    anterior ao lançamento de aparelhos eletrônicos confiáveis que
    funcionam com chips. Os modelos mais antigos de transponders às vezes
    emitiam leituras de altitude falsas.”
    http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2014/03/19/porque-sequestradores-de-aviao-ainda-podem-desligar-o-transponder.htm

  • Walter

    Concordo com os colegas abaixo, mas depender somente do Transponder, é algo que os maiores técnicos que desenvolveram essas aeronaves super sofisticadas, não pensaram.
    Vamos aos fatos: A aeronave Boeing 777-200 sumiu e ningém consegue achar. Isto é um fato. Pergunto: Não dá para desenvolver um sistema em que um satélite no espaço (óbvio), consiga dar as posições de latitute e longitude da aeronave, independente de estar em vôo ou em solo??? Por que não pensarem nisso antes??? É mais fácil achar um cachorro perdido numa cidade grande, do que uma aeronave de mais de 200 toneladas. Se Santos Dumont estivesse vivo e soubesse o que aconteceu com o 777-200 da Malaysia Arlines, ele riria da nossa cara. Parece piada de mal gosto. De qualquer forma, esse “sumiço” está servindo para alguma coisa, pois há males que vem para bem. Os engenheiros precisam desenvolver um sistema de localição de aeronave (GPS) preciso e de fácil localização. Do jeito que está, vai ser preciso a ajuda dos ETs. Me poupem!!!

    • Dario Lemos

      A segurança de vôo cresceu com o aprendizado de todos os acidentes aéreos e, neste caso, tenha a certeza de que um novo sistema será implementado para que nunca mais venha a ocorrer. Infelizmente não há algo que seja à prova da criatividade do ser humano.

  • Walter

    Pode ter acontecido muitas coisas: O sequestro dos passageiros para serem usados como “moeda de troca” pelos terroristas; a exigência de pagamento pelo resgate dos passageiros; a vingança do piloto contra a Cia Malaysia Airlines; uma pane no avião (super moderno) pouco provável pois o piloto nem sequer se deu ao trabalho de comunicar a torre de controle; a queda no mar (mas deixaria rastros boiando na água do mar); etc., etc., etc., A questão é como estarão vivendo essas pessoas, caso ainda estejam vivas??? Em que condições??? Está comprovado que viajar de avião pode ser muito seguro, mas é muito perigoso ao mesmo tempo. Se a aeronave sumir, ninguém consegue achar. Não há provas de que caiu nem em terra e nem no mar. Onde está??? Quem encontrar, vai virar herói na TV, ou vai ter os seus 15 minutos de fama, como dizia o Andy Warhol. Disse ele: “um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama”.

  • Walter
  • Ola, desde que voei pela primeira vez não consigo esquecer dos aviões, viraram uma paixão, achei hoje este blog, sobre o acidente, acredito que as novas aeronaves tenham rastreamento como temos em alguns veículos hoje em dia, onde a empresa pode ate desliga-lo via satélite, isso quase se tornou obrigatório em nosso pais, devera ser nas aeronaves em breve.

  • Adriano Torres Cravo

    O que poderia fazer para resolver este problema é o radar em terra ter um filtro para verificar quais avioes estao na pista e em movimento isto seria uma forma de verificar as aeronaves que esta em terra e no ar.

  • Alberto Zucco Fantini

    Pensando muito antes de publicar, mas já que o último parágrafo do Lito foi informativo, peço excusas para discordar: O funcionamento automático do transponder não se torna possível por questão de confiabilidade, seria mais um sensor etc.. Existem centenas ou milhares de sensores no avião que são primordiais a segurança do voo, tudo controlado por softwares, talvez que dependam de mais confiabilidade do que estes, que mantém velocidade, estabilizam a aeronave, armam auto-brake etc… Não acho razoável dizer nesse caso, que esse sensor a mais traria um problema de confiabilidade, onde o operador não queira correr o risco de retornar um voo por causa deste sensor. Creio até mesmo que poderia utilizar sensores que já existem para tal. Não sou engenheiro, mas meu ponto de vista está para a proa de que, até então, não haviam tantos incidentes que motivassem uma discussão mais calorosa a respeito da impossibilidade de desligamento do equipamento, mas, está novamente em discussão, e daqui algum tempo pode levar a reverem o posicionamento, Alguém Concorda?

    • Alberto Zucco Fantini

      Depois de pensar mais um pouco e ler o tópico mais recente do mestre Lito, volto para corrigir meu posicionamento. ( pode isso Arnaldo ops, Lito?) Continuo com a idéia de que a desculpa da confiabilidade não faz tanto sentido, por terem os engenheiros dominado tecnologias muito superiores. Mas existem os tais circuit braker tão necessários e que alguém mau intencionado também poderia ter acesso, esconder ou dificultar o acesso a esse componente poderia ter efeito reverso… Então creio também que fica como está. É fácil dizer para fazer diferente, mas a perfeição é uma busca constante que jamais será atingida no máximo aproximada. Custe o que custar…

  • Leonardo Silva

    Quem se lembra do Voo US AIRWAYS 1549 com o A320? Pois é, ele pousou perfeitamente dentro do rio e não soltou nenhum pedaço. Diante desse fato, será que o 777-200 não fez o mesmo, só que de forma intencional? Pra mim o piloto estava desgostoso da vida e também sabendo que o oceano Indico é daquele jeito longe de tudo e todos e resolveu fazer um pouso bem sucedido na água para que a aeronave afundasse sem deixar rastros, ou melhor, sem destroços. É bem possível um pouso manteiga na água sem que a aeronave se arrebente toda e logo depois afunde por inteira. Será? Diante dessa demora, tudo é possível!!!!!

  • André Assunção

    Se for pegar o caso do acidente da Gol em 2006, por que uma aeronave moderna como o Legacy permitiria desligar o transponder em pleno voo? No solo é compreensivel, mas nao entendo porque em pleno voo pode ser feito isso.

    • Claudio

      Legacy= desligou o TCAS e não o Xpondr por isso ficou à sombra do G3 que não pode detectá-lo.

  • Ex cmte pereira borba

    Meu povo,transponder é como buzina de carro,voces acham que alguma buzina evita acidente??? Pelo contrario gera o terror no transito. Sem infra estrutura,baixa qualificação dos orgãos, dos controladores,e agora tambem baixa qualificação dos pilotos,voces acham que transponder e aeronaves mal operados vai evitar acidente??? Outro detalhe,transponder só opera em area com radar,a maior parte do mundo não tem cobertura radar,e é bastante comum radares inoperantes, de baixa qualidade,funconamentos parciais,etccc…viva a aviação brasileira pilotada pelo pt.Quem sabe, Deus nos livre do grande acidente que vai acontecer.

  • Gustavo Pilati

    Independente da confiabilidade ou não de um sensor chegamos num ponto comum que, como o Lito comentou no post, é o fato do Circuit Braker.

    Pode-se criar o sensor mais preciso do mundo, 100% a prova de erros, que vai funcionar sempre e nunca terá nenhum tipo de problema, assim o transponder vai ligar e desligar sozinho baseado nesse sensor. Mas e se um fio que liga o transponder a tantas outras unidades entra em curto? É preciso uma maneira de desligar a alimentação para aquela parte para evitar problemas maiores. Aí entra o CB. Como um disjuntor, ele corta a energia elétrica desligando o transponder.

    Se alguem quer desligar o transponder de um avião em voo, boa coisa aquela pessoa não quer fazer.
    Ao invés de trabalhar somente na última barreira de defesa do sistema, porque não pensar como que aquela pessoa entrou no avião? Ela era passageiro ou tripulante? Se era tripulante, porque quer desligar o transponder, vai fazer o que com o avião que não quer ser percebido? O fato do transponder ter um controle manual é a última das preocupações.

  • Roger Gomes

    CONCORDO PLENAMENTE com o André Assunção, e em parte com o Gustavo, acho que JAMAIS o piloto deveria ter a opção de desligar o Transponder em voo, ao se aproximar do solo o transponder deveria passar a se basear pela altura, tipo sistema ILS ou algo parecido, mudando a frequência para um controle de solo secundário ao estar prestes a tocar no solo, isto poderia ser desenvolvido,um sistema bem preciso e seguro, evitando que pilotos como aqueles f.d.p que derrubaram um avião da GOL com um Legacy, que MAL sabiam pilotar aquela aeronave!, façam esse tipo de besteira novamente, esta na gravação, “COMO SE LIGA ISSO”,,,,,, ISSO É UM ABSURDO!,,, ISSO SIM É UM RISCO MUITO MAIOR!.

  • Antonio Martins

    Uma dúvida de leigo…se o transponder do Legacy estivesse ligado o avião da GOL o teria localizado ou precisa ser avisado por algum centro de comando?

    • Se o transponder do Legacy estivesse ligado, o TCAS (Traffic Collision Avoidance System, sistema anticolisão de tráfego) do próprio Boeing identificaria a aproximação conflitante de outra aeronave e dispararia um alerta de tráfego ou de colisão iminente. Além disso, o controlador de tráfego aéreo provavelmente teria se dado conta a tempo de que duas aeronaves voavam no mesmo nível, convergindo para o mesmo ponto.

      • Antonio Martins

        Obrigado pela informação…

      • Luciano Gurski

        Este sistema desviaria sozinho o avião caso estivesse muito próximo a colisão?

        • Sozinho, no sentido do TCAS comandar as ações, não.
          Mas ele fornece subsídios suficientes para o PF/PIC (piloto que está no comando) efetuar uma manobra evasiva.
          Há dois tipos de avisos: aviso de tráfego e aviso de decisão/colisão.
          No aviso de tráfego (“traffic, traffic”) o TCAS apenas informa que há outras aeronaves voando nas proximidades e indica a altitude delas em relação ao voo em questão.
          Já no aviso de decisão o TCAS identifica que outra aeronave está voando em trajetória conflitante com o voo em questão, o que pode redundar em colisão logo à frente.
          Nesse caso além da indicação visual ele dispara um alarme sonoro dizendo “climb, climb” ou “descent, descent”, ou seja: “suba, suba” ou “desça, desça” – e isso requer reação imediata do PF/PIC.
          Em contrapartida, o TCAS da outra aeronave vai sugerir uma ação contrária ao PF/PIC do outro avião.
          Ou seja: se em uma aeronave o alerta for de “subir”, na outra ele vai ser de “descer”, fazendo com que ambas se afastem de forma segura.
          Gustavo Pilati pode confirmar, mas parece que a terceira geração de TCAS já dá indicações do tipo “suba e vire à esquerda” ou “desça e vire à direita”, por exemplo, o que aumenta ainda mais a camada de proteção contra aproximações excessivas entre aeronaves.

          • Luciano Gurski

            Obrigado pela resposta! Achei que ele comandava a curva ou descida, mas pensando agora isto seria complicado. Em caso de pane do TCAS o avião poderia virar sozinho…

          • Gustavo Pilati

            Que eu saiba não há qualquer projeto para que o TCAS comande modos laterais. Houve uma atualização dos avisos um tempo atrás para solucionar algumas questões de ambiguidades, mas sempre são comandos para subir, descer ou nivelar.

          • Toney

            Os dois aviões em situação de confronto, são obrigados a fazer curva para a direita, dessa forma nunca irão para a mesma direção. Quanto a subir ou descer esta fora de cogitação nesse tipo de situação, pois pode provocar dúvida na hora do encontro e terminar em acidente trágico.

          • Não sei do que você está falando. Subir ou descer são os procedimentos atuais.

            https://en.m.wikipedia.org/wiki/Traffic_collision_avoidance_system#Types_of_traffic_and_resolution_advisories

  • josé luis

    Boa noite a todos ,tenho uma dúvida ,porque o sistema de transponder não é amarrado ao air ground sensor, independente da ação do tripulante o acionamento do transponder seria atuado ,iria impedir o desligamento involuntário ,ou mesmo proposital em caso de sequestro da aeronave, e teria os controladores de trafico como
    acompanhar o avião , e mais importante para o TCAS ,a segurança das outras aeronaves em tráfico em volta.

    Grato a todos.

    • Gustavo

      Como comentado no post e em vários comentários abaixo ainda assim há a necessidade de um CB para possibilitar seu desligamento em caso de falha elétrica.

      Além disso há aeroportos que exigem que o transponder seja ligado ainda durante o solo.

  • Luiz Júnior

    Sou totalmente leigo no assunto, mas ter a possibilidade de desligar um TCAS em pleno Voo, é o mesmo que desligar o Farol de seu carro a Noite, acidente na certa!!! Muitas vidas foram ceifadas no acidente do Gol com um Legacy simplismente por “uns botonszinhos” que apertaram… Por isso nao afirmem que é “muito seguro” voar!!!!!

    • DioSouza

      Na verdade não. No acidente da gol, o tcas desligado foi apenas um dos vários fatores que causaram o acidentente. O fato do avião estar voando fora da rota programada, a perda do sinal do radar, etc.

    • Julian Morais

      a sua comparaçao foi digna de um leigo mesmo
      pilotar um aviao nao é como dirigir um carro, os responsaveis pela direçao dos avioes sao os controladores de voo, o tcas é apenas um sistema extra, ate pq é extremamente raro dois avioes ficarem em rota de colisao

  • Thiago Paulino

    Não seria interessante então de ter dois transponders? Já que tudo no avião é retundante, por que não há um segundo transponder que seja ativado imediatamente o primeiro falhar em caso de curto circuito ou desligamento deliberado?

  • Bruno Mariano

    Se for somente por este motivo a solução então seria programar o transponder para acionamento automático somente com avião em modulo voo. Pode se utilizar parametros sensorias para criar um logaritmo que reconheça que a aeronave encontra se em modulo voo e execute o acionamento do transponder. O mesmo o faça para o desligamento em modulo solo.

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