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Série semanal #4 – Gipsy Kings

Quem diria, o AVIÕES E MÚSICAS, tradicionalmente ELECTRO (tudo é electro!) e ROCK, falando de FLAMENCO!
Eles cantam em espanhol, mas são do sul da França e afilhados de Brigitte Bardot. São irmãos e primos, uns da família Reyes e outros da familia Baliardo, e assim durante os anos 70 os Reyes filhos do famoso cantor JOSE REYES, referência no Flamenco começaram a tocar lá em Arles, sul da França. Já os Baliardos entraram na história com o toque do tradicional flamenco, esta fusão deu inicio ao GIPSY KINGS e foi tocando em Saint Tropez que conheceram Brigitte Bardot, que deu uma força para eles. Em 1986 conheceram o produtor Claude Martinez que transformou o grupo que passou a ser conhecido mundialmente, seja através de BAMBOLEO ou DJOBI DJOBA ou a gravação de VOLARE, clássico Italiano “Nel Blu dipinto di Blu!”.

Mas a obra de GIPSY KINGS vai muito além disso, suas versões instrumentais quase desconhecidas do grande público transmitem o sentimento do flamenco. São famosos também por uma versão de HOTEL CALIFORNIA. Quando se juntam tocando 3, 4, 5 violões ao mesmo tempo, se transformam em mágica e recomendo a quem quiser comprar o documentário TERRA GITANA em DVD, pois é essencial a quem aprecia este grupo e este tipo de música. Apesar de terem explodido em 1988, na verdade o primeiro álbum deles é de 1982 chamado de ALLEGRIA! Deste extraio as faixas PENA PENITA, ALLEGRIA, LA DONA, DJOBI DJOBA, UN AMOR, PHARAON, TRISTESSA. Não se espante algumas músicas podem aparecer lá na frente, mas são versões diferentes. Em 1983 saiu o álbum LUNA DE FUEGO, com músicas fantásticas baseadas muito mais em voz, violão e palmas, vale frisar que até o Claude Martinez chegar na parada, GIPSY KINGS era voz e violão apenas, um som puríssimo, mas do álbum destaco LUNA DE FUEGO, GALAXIA, VIENTO DEL ARENA, mais uma vez uma faixa citada aqui será reproduzida lá na frente!

Em 1988 surgiu o album GIPSY KINGS, uma rumba flamenca, baseado no flamenco catalão. Nste album já entrou elementos como percursão, bateria e teclados e alcançou o mundo. Deste lançamento indico BAMBOLEO, BEM BEM MARIA, INSPIRATION, A MI MANERA (versão de My Way), DJOBI DJOBA (muito diferente da original) e AMOR AMOR. Seguindo o rastro do sucesso, chegou MOSAIQUE em 1989 e deste álbum vamos extrair VIENTO DEL ARENA, MOSAIQUE, SOY, VOLARE, LIBERTE. Após um leve hiato, 1991 traz ESTE MUNDO, lançado naquele ano onde os GIPSY KINGS já eram famosos mundialmente e dele destaco BAILA ME, SIN ELLA, OY, EL MAURO, FURIA e ESTE MUNDO. Logo depois deste lançamento foi gravado o primeiro LIVE em 1992, com músicas já conhecidas, mas vale a pena escutar MI FANDANGO para apreciar todo talento vocal de NICOLAS e CANUT.

1993 chegou na minha vida puramente DANCE, mas para eles era tempo de LOVE AND LIBERTÉ, album que podemos destacar NO VIVIRÉ, MICHAEL e LA QUIERO. Em 1995 foi a vez de lançarem ESTRELLAS logo de cara este albúm tem LA RUMBA DE NICOLAS (foi tema de novela aqui no Brasil) e tem 13 faixas das quais gosto muito de SIEMPRE ACABA TU VIDA, CATALUÑA, TIERRA GITANA, A TU VERA, ESTRELLAS.

Mas sabem como é gravadora né? Pois bem em 1996 teve o TERRA GITANA com tracklist muito semelhante a ESTRELLAS, e deste álbum a novidade foi LOS PECES EN EL RIO, muito boa também. Já em 1997 GIPSY KINGS lançou COMPAS, deste álbum eu gosto muito de AMI WA WA e CANTO A BRAZIL. Em 2001 foi a vez do lançamento de SOMOS GITANOS, inclusive com uma música composta por BOB MARLEY! Este álbum tem como destaques SOMOS GITANOS, MAGIA DEL RITMO e ONE LOVE.

O grupo ainda lançou em 2004 o álbum ROOTS, onde posso destacar AVEN, AVEN e RHYTHMIC, tendo como percursionista o Colombiano Rodolfo Pacheco (busquem no Youtube, um monstro!). O grupo lançou PASAREJO em 2006, que é razoável, eu gosto mais das produções mais antigas e existem muitas e muitas músicas bacanas, além de versões deles para ZORBA O GREGO, LA BAMBA, entre outros. É um som diferente, que curto bastante e é um grupo cuja história é bem interessante e na minha visão agrega em cultura a quem busca conhecer um pouquinho mais!

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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