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Sobre o acidente com o 777 da British Airways em Las Vegas

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Ontem a noite, um Boeing 777-200 da British Airways, matrícula G-VIIO estava se preparando para decolar de Las Vegas para Londres com 157 passageiros e 13 tripulantes quando abortou a decolagem ainda em baixa velocidade porque os sistemas indicaram uma falha no Motor 1.

Após a parada na pista, a tripulação informou à torre que havia fogo e estavam evacuando em emergência. Em apenas 4 minutos depois que a decolagem foi abortada, o fogo havia sido controlado e todos os passageiros a salvo, alguns feridos levemente durante a evacuação.

O Carlos Cardoso fez um excelente post que demonstra as camadas de segurança embebidas nos procedimentos e treinamentos de pilotos e comissários, e não vou repetir aqui porque eu escreveria a mesma coisa que ele escreveu – e atenção para a calma dos pilotos ao informar à torre sobre o problema. Treinamento é tudo.

Mas tem dois pontos que eu gostaria de ressaltar sobre a foto acima. O primeiro é que apesar dos danos parecerem catastróficos, tudo que derreteu ou queimou com o enorme calor gerado pelo motor foi material não estrutural, e sim as carenagens aerodinâmicas feitas de material composto.
O segundo e mais importante é que a asa lotada de combustível para um voo transoceânico, e localizada logo acima do motor, resistiu intacta ao incêndio – e isso mostra o quanto os engenheiros reforçam a área próxima a motor em trens de pouso, não só na questão de calor, mas também de impactos – e sempre pensando no que pode dar errado.

Sabemos que se fosse em Hollywood o desfecho seria bem diferente.

Agora a investigação vai descobrir o que pode ter causado a “uncontained failure” e mitigar possíveis futuras ocorrências.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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