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Sobre o aciente com o MD-82 da Spanair

Relatórios iniciais mostram que o MD-82 correu mais do que devia na pista e não atingiu a velocidade de decolagem. As características de ter batido a cauda antes no chão e a inclinação abrupta da asa direita em direção ao solo são típicas de stall, a questão é descobrir porque o piloto tentou “rodar” o avião sem ter velocidade suficiente. Alguns sobreviventes relatam que o avião estava mais devagar que o normal, mas esse tipo de informação não deve ser aceita como verdade, já que os leigos tendem a ver as coisas diferente da realidade (os pilotos teriam percebido bem antes de um passageiro caso o avião tivesse realmente lento).
Por que então ele rodou o avião?
O que eu escrever agora é baseado em pura especulação juntando os pedaços do que tem sido divulgado pela imprensa (principalmente porque eu nunca trabalhei com MD e não tenho conhecimento dos sistemas).
Bem, ele pode ter recebido informação errada dos instrumentos, indicando que eles estavam a uma velocidade maior do que a real. Porém, os indicadores de aviões comerciais são cruzados, ou seja, eles possuem fontes de sinal independentes, justamente para evitar um erro duplo de indicação.
No entanto, pelo que a imprensa reportou no início, o avião abortou uma primeira decolagem por problemas em um “air intake probe”, que foi desativado pela manutenção. Como não foi descrito claramente qual probe foi desativado (pode ter sido um TAT, ou um aquecimento de PT2), quem sabe possa ter havido um erro de manutenção com desativação de componente errado?
Acredito que se houve um problema de potência nos motores ou de flaps como a imprensa tem falado recentemente, ainda assim não explicaria o porque deles terem tentado decolar…
Como um acidente é uma conjunção de fatores, mas do que um problema pode ter havido, mas eu concentraria bastante esforços na área do cockpit. Em um mês deve sair o relatório preliminar.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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