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Spitfire – O Avião Lutador

Para o mês de abril, meus alunos já possuem trabalho avaliativo garantido! A ideia consiste em pesquisar a vida de Reginald J. Mitchell, um dos mais brilhantes designers da Grã-Bretanha. Como ponto alto da carreira de Mitchell, será obrigatório falar do avião mais elegante da segunda guerra mundial: o Spitfire :). 

Visando interdisciplinar a pesquisa com a disciplina que leciono, tudo será apresentado em inglês, o que inclui o momento para debate que faremos logo depois das apresentações. É verdade que o Lito não é meu coordenador pedagógico e, não me pediu para apresentar plano de aula aqui (risos), mas achei válido iniciar a postagem assim. Afinal, temos leitores que curtem Aviação, leem o AeM e são professores também. Enfim, dá pra interdisciplinar muita coisa nessa vida… Vamos ao Spitfire!

Tudo que é bom, é resultado de um bom projeto e de melhorias ao longo do tempo. O primeiro modelo do que viria a ser o Spitfire, não era tão hermoso, rs… Pouco parecia um avião “lutador”… A potência do seu motor Rolls-Royce, de 238 mph (miles per hour), não deixava Mitchell muito satisfeito. Então, ele introduziu um motor maior, um trem de pouso retrátil, além de asas menores, porém mais finas e  tratou de fechar o cockpit. O  F.10/35, como era chamado o Spitfire depois dessa primeira modificação, agora equipado com um Rolls-Royce Merlin, tinha cara e promessa de velocidade para um combatente.

O comandante do Comando de Caça da RAF, Sir Hugh Dowding, um homem dotado de uma mente extraordinariamente prática, impressionado com a desenvoltura do F.10/35, queria além de velocidade, oito metralhadoras no amigo Spit. Se disparassem cerca de mil tiros por minuto, o piloto precisaria apenas de dois segundos para exterminar um bombardeiro inimigo!

Em 1936, o Spitfire voou pela primeira vez ao comando do piloto Joseph “Mutt” Summers, que logo após pousar o avião, declarou: “I don’t want anything touched.” Com essa declaração, embora alguns ajustes fossem feitos, Summers estava atestando a magnitude daquele avião! Três meses depois do voo de teste, o Ministério da Aeronáutica, persuadido pelos muitos argumentos de Dowding, adquiriu 300 Spitfires e, não parou por aí.

É fato que, as guerras mundias apressaram o crescimento tecnológico e, um dos setores que mais se desenvolveu durante o período, foi o da Aviação. Em 1939, quando a Grã-Bretanha entrou em guerra com a Alemanha, 2.160 Spitfires haviam sido ordenados pela RAF e, para que continuasse sendo um fighter eficiente, o Spitfire foi, por diversas vezes, alterado e melhorado. Em razão dos diferentes projetos criados e depois executados nas asas, por exemplo,  a Supermarine produziu variantes que podiam levar até dois canhões de 20mm!

Como o objetivo era dissipar a Alemã  Luftwaffe do céu, os Spitfires da RAF, trabalharam em conjunto com outras forças aéreas aliadas. Toda vez que leio ou lembro da citação de Winston Churchill, “Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos”, visualizo a cena na minha cabeça. Sim, os “poucos” aviadores (não somente britânicos), somados ao genial comando de caça, livraram a Grã Bretanha de uma invasão nazista.

R.J. Mitchell, o homem que aos 24 anos foi projetista-chefe da Supermarine, não viveu para ver o sucesso do seu projeto, já que faleceu aos 42 anos… Entretanto, mesmo quem não conheça muita coisa sobre a história dos conflitos que envolveram esses aviões, provavelmente ouviu falar nos clássicos Mustang, Zero, o alemão Me-BF 109 e, claro, o Spitfire.  Ah, não podemos esquecer do Mosquito! Construído de madeira, foi um dos aviões mais flexíveis da segunda guerra. Um bimotor muito bonito… Um dia falarei sobre ele.

Se você nunca assistiu filme de guerra, só para ver os aviões em ação, ainda não sabe como assistir um filme de guerra de verdade, hehehe. Mas é isso, agora é esperar a apresentação das minhas turmas e, abrir aquele sorrisão ao vê-los falar de Avião, Tecnologia e História :).

 

 

 

 

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Sobre o Autor

Potiguar, Professora. Ama Física, Avião e Música (necessariamente nessa ordem e em maiúsculo). Estudante de Manutenção Aeronáutica.
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