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TABA, uma breve história

EMB 110 Bandeirantes TABA

Vamos para mais uma da série do SITAR, desta vez com a TABA – Transportes Aéreos da Bacia Amazônica S/A, fundada pelo Coronel Marcílio Gibson, que havia sido dono do Lóide (sic) Aéreo Nacional, vendido para a VASP nos anos 70. Depois dedicou-se a NOTA – Norte Táxi Aéreo, comprada do filho de um dono da PARAENSE TRANSPORTES AÉREOS, Gibson tocou a empresa cobrindo o espaço deixado pela Paraense, especialmente nos estados do Pará e Amapá que haviam ficado órfãs de ligações aéreas comerciais. Os vôos foram operados por Beechcraft 18 e Curtiss C46. Com o advento do SITAR, nascia em 29 de Abril de 1976 a TABA com frota inical de EMB110 Bandeirantes e Fairchild FH227 (Fokker 27 produzido sob licença nos EUA).

BAe 146-100 TABA

BAe 146-100 TABA


No final dos anos 80, a TABA servia 34 cidades com 4 FH227 e 10 EMB110. Seus aviões tinham uma pintura que imitava uma OCA de índio, até que em 1983 a companhia entrou na era a jato na rota Belém – Itaituba – Alta Floresta – Cuiabá – Vilhena – Ji-Paraná – Porto Velho – Manaus com os britânicos BAE146. No entanto a falta de estrutura da empresa e da região levaram a operação com o quadrirreator britânico ser um fracasso comercial e operacional. Os anos 80 foram vencidos com dificuldades e apoiados exclusivamente na frota de EMB110 e FH227. No começo da década de 90, com o fim das limitações geográficas, a TABA investiu na aquisição dos DASH 8-300 os quais em sua maioria operaram a rota Rio de Janeiro – Belo Horizonte. Enquanto poucos operaram no Norte nas rotas tradicionais daquela região como por exemplo Manaus – Belém via Santarém, Altamira, Itaituba.

DH8-300 TABA

DH8-300 TABA


Em 1992 a TABA operou vôos para Georgetown e Cayena, sendo a primeira empresa aérea regional a fazer voos internacionais. Mais uma vez a companhia não resistiu ao jato e encomendou e recebeu 2 FOKKER 100, PT-MCN, PT-MCO, que operaram diversas rotas inclusive um pinga-pinga infinito pelo litoral do Norte e outras rotas por dentro do Norte e Centro-Oeste, um deles teve uma colisão com equipamentos no hangar e acabou sendo retomado pela FOKKER e se tornou o PT-WHK na TAM, que sofreria aquele acidente de explosão na fuselagem matando um passageiro em São José dos Campos.

Fokker 100 TABA

Fokker 100 TABA


Novamente em dificuldades operacionais, a TABA perdeu os FOKKER 100, e operou em parceria com a AIR VIAS um Boeing 727-200 e encerrou operações com os DASH 8-300. A frota foi se resumindo aos EMB110, haja vista a indisponibilidade crescente dos FH227, por fim ganhou a competição de empresas como RICO, PENTA, TAVAJ, META entre outras até encerrar operações quando voava apenas com um par de EMB110 Bandeirante, triste fim para uma empresa tradicionalíssima na nossa aviação.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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