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TAM, uma breve, brevíssima história

EMB 110 Bandeirante

EMB 110 Bandeirante

E para encerrar a série do SITAR, vamos à única sobrevivente desta época, que hoje é a maior companhia aérea nacional, a TAM. Nascida Táxi Aéreo Marília, teve como um dos seus pilotos Rolim Adolfo Amaro que com o tempo se tornaria o dono da empresa. Em 1976 em sociedade com a VASP fez de sua táxi aéreo a empresa regional que cuidaria de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Paraná, surgia assim a TRANSPORTE AÉREO REGIONAL – TAM. A frota inicial eram de aeronaves CESSNA 402 oriundas da táxi aéreo e os EMB110 BANDEIRANTES que a VASP cedeu para este começo.

EMB 110 Bandeirante

EMB 110 Bandeirante

A empresa se baseou sempre em qualidade do serviço, e rapidamente ganhou mercado pela pontualidade de seus voos o que logo nos anos 80 a levou a adotar o Fokker 27, dando inicio a uma parceria longa com o fabricante Holandês. A companhia passou a servir a Ponte Aérea, a SUPER PONTE TAM concorrendo com os Electras. Em 1986 a companhia dá um passo a frente ao adquirir a VOTEC transformando-a em BRASIL CENTRAL, mas o pulo do gato seria nos anos 90, quando a companhia trouxe os FOKKER 100, jatos modernos e confortáveis, estendeu o tapete vermelho à porta de seus aviões.

Fokker F-27

Fokker F-27

No entanto o lobby da concorrência fez com que os vôos com o FOKKER 100 fossem “complicados” tendo por exemplo que ter uma escala em algum aeroporto do interior apenas para caracterizar como regional ao invés de VDC – Vôo Direto ao Centro. Em 1993 a companhia lançou o TAM FIDELIDADE, um programa de milhagem até então inédito na aviação regional. Os anos 90 seriam de crescimento e tragédias, pois em 31 de Outubro de 1996, o PT-MRK, avião pintado como NUMBER 1 pelo fato da companhia ter sido eleita a melhor regional do mundo, caiu na decolagem em Congonhas, trazendo o foco da imprensa inteira ao “desconhecido jato holandês“.

Fokker 100

Fokker 100

Em 1998 mesclada com a BR CENTRAL que havia virado TAM MERIDIONAL trouxe os AIRBUS A330 e iniciou vôos para Paris e Miami, a TAM já não era mais regional. Havia retirado os EMB110 no começo dos anos 90, trocado os FOKKER 27 por FOKKER 50 e logo depois desativaria os turbohélices em 2001. Outro fato seria o uso massivo de CESSNA 208 CARAVAN versão B e GRAND quando adquiriu a HELISUL do Paraná. A companhia ainda recebeu em 1999 os A319 e em 2000 os A320, chegou a operar 50 FOKKER 100 e em 8 de Julho de 2001, um acidente de helicóptero levou sua alma e rosto, o Cmte. Rolim Amaro morria e a companhia passaria então às mãos de diversos gestores nos anos seguintes. Efetuou um compartilhamento de vôos com a VARIG em 2003, e passou a ter sua frota inteira composta de Airbus em 2006.

Hoje a TAM é parte do grupo LATAM, resultante da fusão entre TAM e LAN (ou seria o contrário?). Opera BOEING 767, BOEING 777, AIRBUS A319, A320, A321 e A330. Operou aviões A340-500 também por um curto período. Suas origens regionais foram mantidas apenas por code-share com empresas como PANTANAL, PASSAREDO, OceanAir, TOTAL, TRIP, NHT e hoje não possui acordo com ninguém. Adquiriu a PANTANAL em 2009. A companhia segue existindo, porém sem qualquer ação efetiva que relembre as suas origens no SITAR a não ser o nome.

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A330 em Guarulho – Foto ©Lito

Este é apenas um resumo muito rápido da história de uma grande companhia, quem sabe um dia publico a história completa com mais detalhes.

 

 

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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