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Terceirização, use com cautela

A Boeing está descobrindo que muitas vezes economizar com terceirização sai muito mais caro do que se possa imaginar. Cortar custos não é tao fácil porque enviar um produto terminado para um outro lugar transforma a cadeia produtiva em algo mais complexo e muito mais difícil de gerenciar pelo controle de qualidade. E não é só a Boeing que esta aprendendo a lição.

A Pratt & Whitney concordou em pagar US$52 Milhões em multas e gastos agregados por fornecer para a USAF (Forca Aérea Americana) palhetas de turbina com defeito. Um F-16 caiu por causa de uma dessas palhetas mas felizmente o piloto conseguiu se ejetar. As palhetas em questão estavam ligeiramente fora de tamanho e foram fornecidas entre 1994 e 2003 (quando o F-16 caiu e a investigação encontrou a palheta com defeito).

A Pratt & Whitney projetou as palhetas e uma terceirizada (que pagou US$2 Milhões de multa) as construiu. Esta terceirizada forjou as palhetas de acordo com as especificações da Pratt & Whitney. Os pagamentos da Pratt & Whitney’s incluíram US$5 Milhões para re-inspecionar todas as palhetas que a USAF tem em estoque. O defeito era minusculo, por isso tanto tempo se passou antes que fosse descoberto.

altíssimo padrão e baixíssima tolerância durante a fabricação são normais nesta industria. Pequeníssimos defeitos podem causar uma desgaste prematuro ou falha antes do tempo. A mensagem esta sendo clara: fazer o trabalho fora de casa para cortar custos não é uma panaceia (medicamento que serve para curar qualquer doença). Pratt, como qualquer outro fornecedor, não se pode dar ao luxo de irritar um cliente do tamanho da USAF. Se o piloto não tivesse sobrevivido a tragedia, os danos teriam sido devastadores para a empresa.

via Blackprogram

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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