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TRIP – A história por quem ajudou a escrever a história – Parte I

28 de Julho de 2008, quando a aeronave ATR42-300 PP-PTD pousou na pista 10 de Salvador, procedente de Vitória da Conquista e Pampulha, a TRIP se expandia no Nordeste, onde já operava desde 1998. A primeira decolagem havia sido em 19 de Novembro de 1998 quando o PP-PTB alçou os céus de Natal para Noronha sob comando do Cmte.Jorge e do Cop.Medau.

PT-TTL TRIP ATR 72-500

PT-TTL TRIP ATR 72-500

A TRIP foi uma empresa nascida do sonho de José Mário Caprioli em desenvolver uma malha de alta capilaridade no interior do rico estado de São Paulo, inspirado no que havia visto nos Estados Unidos. Iniciou as operações com um par de EMB120 Brasília (PP-PTA e PP-PTB) e logo depois chegou a frota o ATR42-300 PP-PTC. A empresa cresceu de forma lenta nos primeiros anos, sua frota passou de 3 para 4 aviões apenas em 2003. Tive a sorte de conhecer pessoas que viram a empresa nascer e escreveram inúmeras páginas desta história.

Em Maio de 2000 a TRIP voava entre Belo Horizonte e Campinas, desta última até Videira-SC via CGH/CWB e já adentrava o Centro-Oeste a partir de Campinas até Alta Floresta via Londrina – Presidente Prudente – Cuiabá – Sinop. Isso com o par de EMB120 e no Nordeste atuava com o PP-PTC na rota Natal – Noronha – Recife – Noronha – Natal.

A empresa oriunda da tradicional Viação Caprioli, ganhou um baita reforço em 2002. Chegou à empresa um pacote de “reforços” capitaneados pelo Comandante Fernando Paes de Barros, seu time era composto por Kiko (manutenção), Rafaela (comissárias), Júnior (coordenação). A empresa começou a se reinventar, com um toque da saudosa Transbrasil. Cada um do time do Barros trouxe suas peças complementares.

A empresa expandiu durante 2004 com a chegada de mais aviões ATR42, que permitiu inclusive abraçar uma oportunidade de ouro que foi assumir as rotas da RICO Linhas Aéreas na Amazônia. Em uma malha que recorda até os serviços da Panair com o Catalina, a TRIP operou com o ATR42 PP-PTD inicialmente em uma malha que servia as cidades de Manaus, Lábrea, Humaitá, São Paulo de Olivença, São Gabriel da Cachoeira, Fonte Boa, Tefé, Tabatinga, Coari, Carauari entre outras. Essa fase amazônica mostrou a capacidade da TRIP e seu grupo em superar obstáculos, afinal era a prova de fogo para qualquer empresa operar na imensidão verde, sem estrutura, sem suporte, com pistas caóticas. Tempos pioneiros onde Marouco a frente da manutenção teve a idéia de por um mecânico a bordo na imensidão verde, pilotos como Rafael, Homero e Paese entre outros pioneiros desbravaram a floresta, praticando a essência da aviação regional: unir pessoas e reduzir distâncias entre pequenas cidades.

A empresa ainda experimentou a chegada dos ATR72 PP-PTH e PP-PTK. Mas precisava de fôlego financeiro para crescer e este chegou através da venda de 50% da empresa para o poderoso Grupo Águia Branca, liderado por Renan Chieppe. A empresa que havia começado com o slogan “Dentro deste Brasília existem vários bandeirantes” mudou para o “Mais Pontos para o Brasil”, encomendou 12 ATR72-500 novinhos. E assim mansinha a TRIP comprou a TOTAL, fusionando operações de passageiros no dia 01 de Janeiro de 2008. Com o crescimento proporcionado após fusão com a TOTAL e o declínio da OceanAir que abandonara os aviões turboélices e as rotas regionais, a empresa iniciaria um crescimento verticalizado que só seria reduzido em Maio de 2012.

TRIP EJ-170 PP-PJC

TRIP EJ-170 PP-PJC

Continua na parte II

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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