banner livro

TRIP – A história por quem ajudou a escrever a história – Parte II

Esta é a parte II do artigo, para ler a parte I clique aqui.

Capitalizada, a TRIP começou a exercer uma expansão ousada com uma lógica simples, para cada 72-500 que chegasse um mercado era aberto ou então ele entrava no lugar de um ATR42, liberando esse 42 para um novo mercado. O anúncio no meio de 2008 da aquisição de 5 Embraer 175 colocava a TRIP em uma situação de comparações à TAM dos anos 90 apoiada por turboprops e jatos.

Em 11 de Setembro de 2008 entrei na empresa, a companhia então lançou seu novo esquema de pintura, moderno e belíssimo. Pela primeira vez a TRIP em 2008 apareceu na mídia em uma simpática campanha publicitária mostrando a capilaridade de suas rotas, encerrando o filme com um disco voador que operava Varginha – Marte, mas que não era da TRIP.

Serviço de Bordo era o grande diferencial

Serviço de Bordo era o grande diferencial

No começo de 2009, a empresa começou a enviar mecânicos, comissários e pilotos para a EMBRAER, qualificando-os para a introdução dos jatos, participei deste momento e tive a inspiração no hotel de criar um curso que qualificasse o pessoal de aeroportos e rampa quanto a conhecimento e postura técnica, evitando certas situações de risco. Este curso se chamou F.O.S e foi um sucesso, estimo eu ter dado instrução a mais de mil pessoas e os demais multiplicadores do curso devem ter atingido também mais mil funcionários. O Nordeste viu mais pontos quando os ATR72-500 adentraram Aracajú, Ilhéus, Petrolina, Lençóis e reforçaram as linhas para Vitória da Conquista e Natal. Em Junho de 2009 o PP-PJA decolou de São José dos Campos para Campinas, antes de pousar efetuou dois rasantes: um na Avenida Brasil onde ficava a sede da empresa e outro no Campos dos Amarais. Em seguida entraram em operação nas rotas VCP-CWB-LDB-CGB-MAO / VCP-CWB-SDU-VIX-BPS / VIX-CNF-GYN-CGB. Somente com a chegada do quarto jato é que Fernando de Noronha passaria a receber o voo SDU-CNF-MCZ-REC-FEN.

O crescimento era verticalizado, cada -175 que permitia um -72 ir para o lugar de um -42 e este abria um novo mercado! Competidores? Só a PASSAREDO e seus ERJ145. Com 11 anos de vida a TRIP se modernizava, com nova sede e tudo. Em 2010 o ano foi de consolidação, novos processos, inicio da certificação IOSA e ao fim deste ano a decisão de partir para cima da Azul com os EMBRAER 190, inicialmente oriundos da suíça Baboo (PJJ, PJK, PJL), além de unidades zero adquiridas junto ao fabricante. Aviões mais antigos como PR-TTG, PP-PTD, PP-PTH, PP-PTK foram reexportados e ainda em 2010 com a TRIP honrar seu nome de Transportes Regionais do Interior Paulista servindo à Marília, Presidente Prudente, Araçatuba, Bauru e Ribeirão Preto, participei da abertura da base de PPB, além de o já ter feito em outras cidades como AJU, IOS, PNZ, LEC, entre outras. A frota de ATR foi reforçada pelos 42-500 que permitiram melhor servir a Amazônia.

E ali em Confins, a 35km de Belo Horizonte era possível assistir a ondas matinais e noturnas de pouso de jatos da TRIP, um banco de conexões foi estabelecido lá, quem sintonizasse frequências dos APP de Belo Horizonte era capaz de se perder de tantos aviões da TRIP na terminal para pouso em CNF e PLU. 2011 continuara com forte climb para a empresa e com a chegada dos primeiros ATR72-600 PR-TKI e PR-TKJ, a companhia atingiu um status importantíssimo: Maior Operador Mundial de ATR42/72. Continua na parte 3 (final).

ATR 42-300 da TRIP PP-PTJ

ATR 42-300 da TRIP PP-PTJ

Tags: , , ,

Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
Topo