banner pneufree.com

Viagem para San Francisco – Flight Report

Cá estou eu novamente em San Francisco para me re-qualificar em uma tarefa específica, e para não ficar muito tempo sem postar nada no Blog, vou contar um pouco de como foi o voo para cá, quase um flight report :)

O caminho que escolhi para vir para San Francisco foi via Chicago, com o voo 842 operado com o triplo sete da United saindo as 21:00hs do aeroporto de Guarulhos (GRU).
Seria uma grande oportunidade para saber o que os passageiros estão passando ao embarcar no maior aeroporto da América Latina.

Bem, a começar pelo check in, é um desespero, filas enormes se formam no saguão de embarque porque não há espaço suficiente para todas as empresas. Felizmente eu estava viajando a serviço e pude pegar a fila pequena da business class, mas é interessante notar como o aeroporto de Guarulhos foi projetado de maneira “pequena” e sem espaço para as pessoas. Essa “pequenês” e “aperto” talvez seja resultado da colonização que o Brasil sofreu por parte da Europa, pois basta andar em qualquer lugar nos EUA que é perceptível que tudo é construído de maneira espaçosa para que as pessoas se sintam confortáveis no ambiente.

Conforto é uma palavra que não existe em Guarulhos, claustrofóbico seria a palavra para definir melhor.

Bem, check in feito, hora de pegar a fila gigantesca para passar pela segurança e depois mais uma fila de boa proporções para passar pela imigração. No terminal 1 são alguns poucos guichês para passar toda a massa humana, e para acomodar mais gente o “caracol” para organizar a fila é tão estreito que mal você consegue andar puxando a mala. O painel que deveria indicar o número do guichê para você seguir não estava funcionando.

Após passar pela imigração, hora de descer para o portão 4A, já que por falta de posição no terminal para os aviões, o embarque seria feito em uma posição remota. Para descer para o portão 4A e pegar um ônibus, a escada rolante não estava funcionando. Lá embaixo, no portão 4A ouvi alguns “gringos” falando: _”This is like a warehouse”, comparando a sala de embarque como um depósito. Os alto-falantes não funcionavam direito e era muito difícil ouvir o que a moça anunciava no balcão.

Ônibus cheio até a posição F13, onde o B777 estava aguardando já com carga a bordo e abastecido, a saída prevista era as 21:00hs. Me acomodei no assento 1A após ter sido upgraded e logo chegou uma taça com suco de laranja para melhorar o stress do embarque, mas como eu demorei a embarcar, já passava de 20:50hs.

As 21:00hs em ponto a porta do avião já estava fechada e eu como fones de ouvido no canal 9 de áudio. Para quem já viajou em algum avião da United, o canal 9 é disponibilizado para os passageiros que quiserem ouvir a comunicação da aeronave com a torre de controle, um sonho para os aficionados.

As 21:05 o comandante solicitou autorização para push-back, a torre respondeu com standby (aguarde). O aeroporto não é pequeno só para os passageiros, é pequeno também para os aviões, e com os embargos de obras por suspeita de super-faturamento, algumas taxiways estão fechadas o que deixa apenas um caminho para chegadas e saídas de aviões do pátio Fox.

As 21:45hs (isso mesmo, 40 minutos depois), a torre autorizou o pushback. Mas você acha que começamos a nos mover? Claro que não, Guraulhos e sui generes também por por possuir duas “torres” para controlar o movimento no solo: A torre de controle (Ground) e o controle de pátio, controlado pela Infraero que faz a comunicação via rádio direto com os tratoristas de pushback. A autorização desta segunda torre veio somente as 21:56, quase UMA HORA depois que o piloto requisitou autorização.

Não adianta todo o trabalho que uma empresa aérea faz para fazer uma aeronave estar “on-time”, com portas fechadas na hora da partida se o resultado final será uma hora de atraso (e combustível queimado pela APU) por impossibilidade de movimentação num pátio congestionado.

O taxi foi curto, seguindo um 767 da Delta (DL 120) e as 22:05 saímos do chão. A decolagem em um triplo sete sempre impressiona pela tamanha potência que seus dois motores geram em take off power.

Logo após a decolagem a torre passou para o nosso voo para o controle e este autorizou a subida até o FL130 seguindo direto para a proa de SCB (Sorocaba). A partir daí, um voo tranquuilo, quinze minutos após a partida já estávamos no FL270 a 180 km de GRU com um ventinho chato de proa.

O voo foi sem problemas até Chicago (pelo menos eu dormi bem e não lembro de nada..haha), com a porção final do voo no FL400.

A aproximação foi linda, com visibilidade perfeita e sobre o lago Michigan, passando a direita da cidade com um belo visual da Sears Tower (que vai passar a se chamar United Tower, já que o escritório central da United está tomando vários andares da Torre) e uma entrada direta com curva a esquerda para a pista 32L de O’hare (ORD).

Como sempre, muito frio em Chicago, mas a amplidão do aeroporto contrasta tanto com o de Guarulhos que você nem acredita que está em um aeroporto.

Um monte de posições de guichê da imigração, e em 5 minutos eu já estava na esteira pegando minha mala para transferir para o voo de San Francisco.

O voo para San Francisco fechou porta 5 minutos antes do horário e fez pushback 1 minuto antes do horário de partida, eu não ouvi o canal 9 porque o avião estava lotado e meu assento era na econômica, onde tem que pagar pelo fone de ouvido, e isso eu não faço..hahaha.

Só uma coisa interessante neste voo: eu consegui fotografar a sombra do contrail do próprio avião em que eu estava! Vejam abaixo uma linha “amarronzada” logo após a cadeia de montanhas Rochosas (clique pra aumentar a foto).

E uma foto bônus: Olha o tratorzinho que vai fazer o pushback neste Brasília:

Gotta go now. Se tiver erro de português eu corrijo depois, tô enviando sem ler por falta de tempo.

Fui.

Tags:

Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
banner livro
Topo