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Voando o ATR-600

Com a necessidade de um bate-volta a Campinas voando o ATR, decidi compartilhar a experiência deste valente turboprop com os leitores do AeM!

Primeiro ponto a enaltecer em um vôo hoje em dia é o advento da tecnologia ao nosso favor, esse lance de check-in online é “wonderful”, pois simplesmente nos relaxa no trânsito para o Aeroporto, ainda mais que nem bagagem eu tinha, foi do estacionamento a sala de embarque sem escalas.

Lá vi que me esperava o primeiro 72-600 da TRIP, o PR-TKI, recebido em Novembro de 2011, avião que tenho laços por ter tido parte de minha instrução nele. O embarque foi tranquilo e logo estávamos em vias de decolar. Quem é acostumado a voar ATR, nota que em solo o avião é muito quente, pois sem APU, apenas quando é acionado o motor #2 é que temos ar-condicionado. É uma situação desagradável, especialmente em dias quentes como está BHZ esses dias. Mas em minutos o TKI já alçava os céus após a decolagem de PLU! Para quem curte uma foto, sempre recomendo o lado direito do avião, lá nas últimas poltronas :) Neste voo para Campinas o perfil de saída é lindo, pois se vê grande parte de BH inclusive a lagoa da Pampulha.

Decolando

Lagoa da Pampulha

Os ATR TRIP têm “seat pitch” categoria B no selo da ANAC (distância entre assentos), considero confortável em vista dos meus 1,83m e ao tipo de voo que este avião costuma fazer, as poltronas slim não são muito aconchegantes, mas também não tão duras como as Recaro dos Airbus. Nos ATR500 a poltrona é bem mais confortável.

Espaço

Espaço do assento

Falta para quem está acostumado um sistema de entretenimento, coisa que existe nos ATR da Uruguaia BQB por exemplo. Mas na falta de opção, seu celular em modo avião acaba sendo o caminho, rende até artigo pro AeM, risos. Pousamos em VCP com direito a estacionar na nova remota deste aeroporto, desenvolvida para os ATR. Bye bye para o TKI fui cumprir minhas obrigações.

PT-TKJ

PR-TKJ

Missão cumprida logo estava de volta à sala de embarque na mesma localidade. Desta vez o PR-TKJ, boas lembranças também! Embarque rápido, com direito a encontrar no KJ uma comissária conhecida, a quem tenho um bom apreço profissional.

Cabine de Pax

Cabine de Pax e amiga

Decolagem sentadinho lá na fileira 15, delícia de ver o trabalho de asa e o som dos PW127M. Uma coisa que curto na Azul é este serviço com snacks variados, acho bem agradável. Do lado de fora, nuvens e uma luz fantástica, acompanhado de uma geografia muito bonita entre os estados de SP e MG.

Cruzeiro

Cruzeiro

Enquanto escrevia o artigo um susto! Calma, nada no avião, mas recebi mensagem sms e whatsapp em voo, putz esqueci de por no modo avião, mas acima do FL200 e pegar sinal de uma operadora que cai um monte em solo foi inacreditável. A aproximação em BH naquele lindo por de sol, devido ao horário de verão e por fim um pouso vindo por cima da Lagoa da Pampulha. Como estava sem bagagem, direto para o estacionamento, pegar a Isabelly, colocar aquele mixtape do Aviões e Músicas – When I Drive My Car, que é o meu favorito para encarar o trânsito mineiro!

Para quem tem curiosidade com o ATR600, ele é operado por TRIP, Azul e Passaredo. É um avião confortável, silencioso, bins (bagageiros) espaçosos, mas não comportam certas malas carry-on, o seat pitch varia conforme o operador, mas considero aceitável e confortável para o tipo de vôo que este avião efetua no Brasil, ainda que existam algumas pernas longas como o GRU-VDC da Passaredo. Sou suspeito para falar do ATR, são 5 anos de convivência e um amor muito grande, a ponto de optar por voá-lo sempre em detrimento de jatos quando em etapas de até 1h30.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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