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A Linha aérea dos sonhos – Boeing 787

A Boeing, baseada nas suas próprias análises e no desempenho do recém-lançado 777, resolveu contextualizar a desaceleração nas vendas do 767, um avião que já chegava aos 20 anos de idade. Após conduzir uma série de pesquisas qualitativas em grupo, a fabricante percebeu um caminho literalmente alternativo para os grandes hubs: ao invés de disputar poucos slots usando um avião maior, ela os desafogaria com um avião menor e de longo alcance, capaz de ligar pares de cidades secundárias diretamente, sem passar pelos grandes centros de distribuição de passageiros. Mas a história do então 7E7 tinha começado um pouco antes.

Com o Concorde chegando ao limite da sua vida útil, e com os aviões voando cada vez mais lentos em vários aspectos, no final dos anos 1990 a Boeing ofereceu duas opções ao mercado: uma versão alongada do 747 e um avião médio capaz de voar bem próximo da velocidade do som. A versão alongada do jumbo não agradou a clientela – #ficaadica Airbus – mas o tal Sonic Cruiser sim: as grandes companhias americanas, as mesmas que jamais comprariam o A380 e ajudariam a enterrar a viabilidade da baleia, tinham curtido a ideia de um avião veloz e inovador, para voos longos. Mas, quando tudo parecia encaminhado, veio o 11 de setembro, e com uma queda no tráfego de passageiros que só seria eclipsada 19 anos depois com a pandemia, as companhias americanas não tinham mais bala na agulha pra inventar moda. E o foco da Boeing mudou: de velocidade para eficiência.

Todas as pesquisas de materiais e aerodinâmica que vinham sendo feitas por Seattle foram redirecionadas, e em 2003, com um orçamento inicial de 7 bilhões de dólares, bem mais enxuto que o do 777, o programa 7E7 foi anunciado ao mundo: no começo dizia-se que o “E” seria de eficiência, economia, “environmental friendly”, todas características que o avião acabaria mesmo tendo, mas no fim das contas, o E ficou pra Eight: nascia o 787, cujo nome, aprovado com meio milhão de votos entre os próprios funcionários, acabou sendo “Dreamliner”

A Boeing tinha a tradição de apelidar seus aviões de longa data, mas recentemente poucos tinham pegado: ninguém chama o 777-200LR de Worldliner, chama? Mas esse pegou, e o “avião de linha aérea dos sonhos” rapidamente virou o queridinho das companhias.

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