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Beriev Be-200: O Último Sobrevivente

Por que as companhias aéreas não consideram mais o hidroavião?
A inscrita Agatha Bonadio fez uma indagação interessante sobre um avião anfíbio russo, o Beriev Be-200: considerando o pouso de emergência no mar ou no rio e também lugares em que a construção de um aeroporto com uma pista de pouso considerável pode ser inviável, por que as companhias aéreas não consideram esse tipo de avião?
Tirando algumas rotas turísticas e muito específicas o transporte em hidroaviões em empresas comerciais é inexistente hoje em dia, mas nem sempre foi assim.
Por um longo tempo, no início do século 20, as empresas aéreas apostaram no uso de hidroaviões para as rotas de longa distância. Empresas como a Pan American com seus Sikorsky S-42, Martin M-130 e os grandes Boeing 314 e a britânica Imperial Airways com seus Short Empire dominavam as grandes distâncias entre a América do Norte e a Ásia / Pacífico, entre as américas e fazendo a interligação entre as colônias do vasto império britânico.
Eram voos que chegavam a durar 5 dias com um número interminável de escalas para reabastecimento.
Os hidroaviões da época tinham um número pequeno de assentos e sua autonomia não era das maiores, e contribuindo para que o voo demorasse ainda mais, os motores tinham pouca potência e portanto não permitiam uma alta velocidade, além de uma confiabilidade baixíssima.
E nesses dois aspectos residia duas grandes vantagens dos hidroaviões. Com a pouca potência dos motores era necessária uma grande distância a ser percorrida até que se conseguisse uma velocidade considerável que permitisse que o avião levantasse voo. E nada melhor que o oceano, lagos ou grandes trechos de rio para fornecer essa distância sem a necessidade de se investir em infraestrutura. E com a baixa confiabilidade dos motores, em caso de algum problema (o que era bastante provável na época) nada como ter uma pista de pouso permanentemente abaixo de você enquanto voa por sobre o oceano.
Guerras fazem com que uma grande quantidade de dinheiro seja investida em desenvolvimento tecnológico para que ele aconteça rapidamente e se torne uma vantagem estratégica. Para se ter uma ideia, ao final da guerra, os motores que eram utilizados num B-29 conseguiam produzir 3 vezes mais potência do que aqueles que eram instalados no Boeing 314, e eram muito mais confiáveis.
Então, instalando esses motores nos hidroaviões eles conseguiriam ser mais rápidos e confiáveis e acabar com seus pontos negativos, certo?
Sim… e não.
Se os novos motores melhoraram os hidroaviões eles também melhoraram, e muito, os aviões que tinham a sua operação em terra.

Mas se os hidroaviões são verdadeiros dinossauros que deveriam estar extintos, porque os russos investem em aviões como o Beriev Be-200?
Dá um play que eu te explico.

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