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Sem Combustível no Meio do Oceano – Air Transat 236

Imagine-se no meio do Oceano Atlântico de repente seus dois motores param de funcionar por falta de combustível. E agora? Senta que lá vem história!

…13 minutos depois da parada do motor direito, quando a aeronave estava a 105 KM do aeroporto de Lages e a uma altitude de cerca de 34.500 pés, o motor esquerdo também parou.

O A330 virou um enorme planador, o procedimento ALL ENG FLAME OUT foi seguido pela tripulação e um perfil de descida sem motores foi executado em direção à Lajes.
O primeiro oficial calculou que, de 30000 pés, descendo 2.000 pés por minuto, o avião iria cair no Atlântico em 13 a 14 minutos. Sem empuxo, o avião perde 300 METROS a cada 5 quilômetros. Podia chegar aos Açores se o piloto não cometesse nenhum engano ou então teriam que fazer um pouso forçado na água.

Às 06h31, o voo foi transferido para o Controle de Aproximação de Lajes.Na cabine de passageiros as máscaras de oxigênio cairão automaticamente pela falta de pressurização e os comissários auxiliaram os passageiros a colocá-las

O capitão avisou Lajes que ele estava fazendo um giro de 360 ​​graus para a esquerda a fim de perder altitude. Durante a curva, a aeronave foi configurada para o pouso com a extensão dos slats e trem de pouso para baixo. Curvas em S foram realizadas no final para uma perda de altitude adicional.

O primeiro oficial avisou aos comissários que iriam conseguir descer no aeroporto e que se preparam para uma evacuação de emergência.
Conforme eles se aproximavam da pista, sua velocidade aumentava perigosamente. Posando muito rápido poderia ocorrer do avião ultrapassar os limites da pista. Sem motor e sem flaps a velocidade de aproximação ideal do A330 é de 170 nós, mas a velocidade do voo 236 era de 220 nós. Estavam muito rápido, mas contavam com o fato de que a pista era muito longa.
Mesmo que a tripulação colocasse o avião na pista, eles enfrentariam mais problemas. SERIA NECESSÁRIO PARAR O AVIÃO NA PISTA SEM O AUXÍLIO DOS REVERSORES.

Às 06:45​, a aeronave cruzou a cabeceira da pista 33 a cerca de 200 nós OU 370 KM/H, e tocou o solo com força a 314 metros mais adiante, e saltou de volta ao ar. No segundo toque estava a 853 metros da cabeceira e a frenagem máxima foi aplicada.
A aeronave parou a 732 metros do final da pista com 8 pneus estourados. Quando parou, pequenos incêndios começaram na área das rodas do trem principal esquerdo, mas esses incêndios foram imediatamente extintos pelos veículos de resgate que estavam em posição para o desembarque E SÃO PROJETADOS PARA DISSIPAR A ENERGIA EM FORMA DE FOGO SEM COMPROMETER O TREM DE POUSO.

Com 153 toneladas de peso e planando por 20 minutos, Air Transat 236, foi o pouso planado da aeronave mais pesada e o voo planado mais longo de um avião comercial já registrados.
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